Mbappé entra para a história, a França domina o Senegal
Pressionados na primeira parte, os Bleus acabaram por mostrar a sua classe depois do intervalo. Impulsionado por um bis recorde de Kylian Mbappé — agora o melhor marcador da história da seleção francesa — o campeão de 2018 venceu por 3-1 na sua estreia no torneio.
A França lançou o seu Mundial com uma vitória de patrão — e com uma página de história. Durante muito tempo pressionados por um Senegal empreendedor, os Bleus acabaram por impor o seu ritmo depois do intervalo para vencerem por 3-1, impulsionados por um bis de Kylian Mbappé. O capitão tornou-se, de caminho, o melhor marcador da história da seleção francesa. No «grupo da morte», Didier Deschamps e os seus deixam logo uma marca.
Pressionados, depois imperiais
A primeira parte foi, no entanto, favorável aos Leões da Teranga. Pressão alta, posse controlada, oportunidades claras: o Senegal fez a França duvidar durante muito tempo. Nicolas Jackson até acertou no poste (25e), enquanto Mbappé e Dembélé permaneciam amordaçados. Do lado francês, apenas Michael Olise e Désiré Doué se mostravam perigosos, sem concretizar, e Édouard Mendy estava atento.
Tudo mudou na segunda parte. Aos 66e, num tabelinha límpido, Kylian Mbappé abriu o marcador com um remate rasteiro imparável. Depois, aos 82e, Adrien Rabiot lançou Bradley Barcola, cujo toque por cima do guarda-redes fez o golo (2-0). O Senegal reduziu a desvantagem com uma magnífica jogada individual deIbrahim Mbaye (90e+5), mas Mbappé respondeu logo a seguir (90e+6) com um remate de longe por baixo da barra, deixando Mendy estupefacto. 3-1.
Kylian Mbappé entrou para a história. Ao marcar o seu bis, o capitão dos Bleus tornou-se o melhor marcador da história da seleção francesa, com 58 golos — ultrapassando Olivier Giroud (57). Mais uma linha numa carreira já fora do comum, e um símbolo forte para uma seleção que ele carrega agora aos ombros.
O «grupo da morte»
O sorteio designou-o como o «grupo da morte»: França, Senegal, Noruega e Iraque, oficialmente o grupo mais forte do torneio segundo os rankings da Opta. De um lado, a França, bicampeã do mundo e favorita, comandada por Mbappé, Dembélé e toda a sua armada ofensiva. Do outro, o Senegal, campeão de África em título e habituado às lides mundiais, com Sadio Mané, Ismaïla Sarr e Édouard Mendy. Um choque de gala para abrir o baile.
O selo da classe francesa
Se o resultado pode parecer claro, lisonjeia um pouco a França tendo em conta uma primeira parte complicada. Mas os números acabam por ser inquestionáveis: 8 remates à baliza contra 2, um xG de 1,89 contra 0,50, e sobretudo uma eficácia recuperada depois do intervalo. Para o Senegal, a exibição não é assim tão má — mas a fatura é pesada. Para a França, e para Mbappé, é o melhor dos arranques.
A França lança idealmente a sua campanha
Com este triunfo, a França assume provisoriamente a liderança do grupo I, à espera do resultado do outro encontro, entre a Noruega de Erling Haaland e o Iraque, que se disputava em Boston. A 2.ªe jornada, a 22 de junho, opõe a França ao Iraque e o Senegal à Noruega — dois compromissos já importantes neste grupo extremamente forte.
| Equipa | J | V | E | D | Dif | Pts |
|---|---|---|---|---|---|---|
| França | 1 | 1 | 0 | 0 | +2 | 3 |
| Noruega | — | — | — | — | — | 0 |
| Iraque | — | — | — | — | — | 0 |
| Senegal | 1 | 0 | 0 | 1 | −2 | 0 |
A França bateu forte na sua estreia, e já tem o seu homem providencial. O caminho ainda é longo — mas quando Mbappé escreve a história logo na primeira noite, os Bleus podem sonhar alto.

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